quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Profeta Eliseu


O profeta Eliseu foi o auxiliar do profeta Elias, e depois foi designado como seu sucessor como profeta em Israel no século 9 a.C. A história do profeta Eliseu é bastante conhecida entre os cristãos, principalmente devido aos milagres que foram realizados através de seu ministério. Neste texto, conheceremos um pouco mais sobre quem foi Eliseu na Bíblia.


Quem foi Eliseu na Bíblia?

Eliseu era filho de Safate, de Abel-Meolá no Vale do Jordão. As únicas informações sobre quem foi Eliseu antes do que é registrado sobre seu ministério, encontra-se em 1 Reis 19:16,19-21. Entretanto, nenhum detalhe realmente esclarecedor nos é revelado sobre sua biografia.
Não é dito nada sobre o lugar de seu nascimento, porém talvez podemos supor que ele fosse natural de Abel-Meolá mesmo. Também não sabemos qual era sua idade quando o profeta Elias o convidou para partir com ele, apesar de o relato bíblico parecer indicar que ele era jovem, pois ele procurou se despedir de seus pais (1Rs 19:20).
É possível também que a família de Eliseutenha tido certos recursos, pois quando o profeta Elias o encontrou, ele estava lavrando com doze juntas de boi, conduzindo ele a décima segunda junta (1Rs 19:19).
O fato de Eliseu ter sacrificado a junta de bois, parece indicar sua formação religiosa e seu compromisso em encerrar seu antigo modo de vida e se dedicar exclusivamente ao novo, a qual estava sendo convocado.

O ministério do profeta Eliseu

Como vimos, Eliseu foi convidado pelo profeta Elias para acompanhá-lo. Ele serviu como um tipo de aprendiz ou auxiliar. Também devemos nos lembrar de que a convocação de Eliseu para o ministério profético foi feita pelo próprio Deus que instrui o profeta Elias acerca disso no Monte Horebe (1Rs 19:16).
Se contarmos o período de seu ministério considerando desde sua chamada, então podemos concluir que seu ministério durou algo em torno de cinquenta anos, atravessando toda a última metade do século 9 a.C. e cobrindo os reinados de Acabe, Acazias, Jeorão, Jeú, Jeocaz e Joás.
A narrativa acerca do ministério do profeta Eliseu está registrada nos livros de Reis (1Rs 19 e 2Rs 2-9; 13). Vale ressaltar que Eliseu permaneceu como servo de Elias até que este foi trasladado (1Rs 19:21; 2Rs 3:11).
No registro do ministério do profeta Eliseu, percebemos uma diversificação bem interessante com relação a sua atuação, indo deste o contato com uma viúva endividada até homens ricos, poderosos e monarcas.
Eliseu era influente no palácio de Israel (2Rs 5:8; 6:9,12,21,22; 6:32-7:2; 8:4; 13:14-19) e em outros reinos, como em Judá na época do reinado de Josafá (2Rs 3:11-19) e na Síria (2Rs 8:7-9).
Eliseu também completou a missão de Elias, com referência à unção de Hazael como rei da Síria e a unção de Jeú como rei de Israel (2Rs 8:12,13; 9:1-10; cf. 1Rs 19:15,16). Eliseu também agiu como líder das escolas de profetas, seguindo a tradição de Samuel (2RS 4:38-44; 6:1-7; cf. 1Sm 19:20).

Elias e Eliseu

Como já dissemos, Eliseu foi o servo pessoal do profeta Elias antes deste ser levado ao céu. Na primeira descrição de uma atuação pública de Eliseu, ele é lembrado como aquele que “deitava água sobre as mãos de Elias” (2Rs 3:11).
Na ocasião, ele predisse a vitória dos exércitos de Israel, Judá e Edom contra Moabe. Os estudiosos sugerem que nesse episódio é possível que o profeta Elias ainda não tivesse sido trasladado e Eliseu ainda era seu servo, embora o relato de sua partida sobrenatural esteja registrado no capítulo anterior (Rs 2:9-14). Tal sugestão se dá pelo fato de que o profeta Elias escreveu uma carta de punição ao filho de Josafá, o rei Jeorão (2Cr 21:12-15).
Quando Elias estava próximo de partir, Eliseu lhe pediu por herança “porção dobrada do teu espírito” (2Rs 2:9). Com tal pedido que expressa uma ligação com os direitos do filho primogênito na lei da herança (Dt 21:17), o profeta Eliseu estava desejando que lhe fosse concedido o privilégio de ser o principal sucessor de Elias como profeta em Israel.
Considerando o texto original hebraico, não há qualquer base escriturística para entendermos que o profeta Eliseu estava pedindo para ser duas vezes mais poderoso do que Elias como muitas pessoas erroneamente fazem. Ele simplesmente estava desejando ficar no lugar de Elias, um pedido legítimo que refletia o propósito soberano de Deus, que, antes mesmo de Eliseu ter sido encontrado por Elias, já o tinha escolhido como profeta no lugar do próprio Elias.
Quando Elias lhe respondeu que “dura coisa pediste“, ele se referia ao fato de que cabia somente a Deus atender ou não o pedido de Eliseu. Quando Elias foi levado ao céu em um redemoinho, Eliseu exclamou: “Meu pai, meu pai, carros de Israel e seus cavaleiros“.
Tal exclamação denota um título de respeito usado para uma pessoa de autoridade religiosa (Gn 45:8; Jz 17:10; Mt 23:9) e o reconhecimento por parte de Eliseu de que Elias havia sido uma verdadeira fortaleza espiritual em Israel em dias de grande apostasia. No final do ministério profético de Eliseu, o rei Jeoás utilizou a mesma expressão para se referir a Eliseu (2Rs 13:14).
A Bíblia nos diz que Eliseu ficou com o manto utilizado por Elias (2Rs 2:13), e imediatamente após Elias ter sido levado ao céu, o ministério de Eliseu, como sendo a continuidade do ministério de Elias, ficou atestado por meio de milagres (2Rs 2:13-25).

Os milagres no ministério do profeta Eliseu

O ministério do profeta Eliseu ficou muito conhecido pelos grandes milagres que ocorreram através dele. Em toda Bíblia, com exceção de Jesus, nenhuma outra pessoa teve tantos milagres registrados por intermédio de seu ministério quanto Eliseu.
Podemos listar os principais eventos do ministério do profeta Eliseu da seguinte forma:

Após a trasladação de Elias, o poder de Deus foi imediatamente confirmado no ministério do profeta Eliseu com a realização de milagres, sendo: a travessia miraculosa do Jordão (2Rs 2:14), as águas de Jericó que se tornaram saudáveis (2Rs 2:19-22) e a pronuncia do juízo de Deus contra os jovens que zombaram dele (2Rs 2:23-25). Os jovens foram severamente punidos pois zombaram do no novo profeta de Deus em Israel.


Eliseu profetizou a vitória contra os moabitas, e deu as instruções para que água “brotasse” no deserto (2Rs 3).


O profeta Eliseu ajudou uma viúva endividada provendo azeite milagrosamente, algo semelhante ao Elias já havia feito em seu ministério (2Rs 4:1-7; cf. 1Rs 17:8-16).


O profeta Eliseu profetizou o nascimento de um filho a uma mulher sunamita. Tempos depois, o menino adoeceu repentinamente e morreu, porém através de Eliseu, o menino foi ressuscitado, em mais um milagre relembra o ministério de Elias (2Rs 4:8-37; cf. 1Rs 17:17-24).


Proveu alimento de modo milagroso a um grupo de profetas (2Rs 4:38-44).


Curou o leproso Namã no rio Jordão. Na ocasião, seu servo, Geazi, pecou e tornou-se leproso (2Rs 5).


Recuperou um machado fazendo-o flutuar (2Rs 6:1-7).


Instruiu o rei de Israel acerca dos planos dos sírios. Quando o rei sírio tentou prendê-lo, Deus impediu (2Rs 6:8-23).


Os sírios cercaram Samaria, e houve grande fome ali. O rei de Israel acabou culpando o profeta Eliseu pelo que estava ocorrendo e tentou matá-lo. Todavia, o profeta Eliseu predisse o fim do cerco sírio, e Deus interveio e o sírios fugiram (2Rs 6:24-7:20).


Eliseu predisse a morte de Ben-Hadade, rei sírio, e conforme deveria ser, disse que Hazael seria o sucessor no trono da Síria (2Rs 8:7-15).


O profeta Eliseu enviou um jovem profeta para consagrar Jeú como rei de Israel em lugar de Jorão (2Rs 9:1-13), numa clara referência a continuação dada por Eliseu ao ministério de Elias, já que esta foi a última incumbência dada a Elias (1Rs 19:15,16).


Após Eliseu ter morrido, um morto que foi lançado em sua sepultura ressuscitou ao tocar em seus ossos (2Rs 13:14-21).


A morte do profeta Eliseu

Diferente de Elias que tinha hábitos mais reclusos, o profeta Eliseu passou sua vida estando mais próximo às pessoas, mantendo uma vida social que lhe agradava. O profeta Eliseu tinha uma casa em Samaria (2Rs 6:32), a capital do Reino do Norte, mas à semelhança de Samuel ele viaja constantemente pelo país, podendo ser visto tanto nos palácios reais como nos casebres de aldeões.
Alguns estudiosos, com base em 2 Reis 13:14-20, calculam que o profeta Eliseu viveu entre oitenta e cinco e noventa anos de idade. Apesar de Eliseu ter sido profeta no século 9 a.C. e ter pertencido à tradição profética que deu origem aos profetas escritores do século 8 a.C. , seu perfil é mais semelhante aos profetas do século 11 a.C. Além de Elias, o profeta Eliseu também se assemelhava bastante a Samuel, realizando previsões e operando grandes milagres.
É possível perceber certas semelhanças entre a relação de Moisés e Josué com a relação entre Elias e Eliseu. Mais ainda, da mesma forma com que existe um forte significado entre o ministério do profeta Elias e o ministério desempenhado por João Batista, pode-se notar que, de certa forma, o profeta Eliseu em várias ocasiões antecipou aspectos miraculosos do ministério do Senhor Jesus. Existe apenas uma referência ao profeta Eliseu no Novo Testamento, no Evangelho de Lucas 4:27.
O profeta Eliseu morreu depois de profetizar que Jeú derrotaria os sírios. Como já foi dito, durante uma invasão inimiga um morto foi lançado rapidamente na sepultura de Eliseu, e, assim que o corpo daquele homem tocou os ossos de Eliseu, milagrosamente ele foi ressuscitado (2Rs 13:14-21).

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quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Pureza e Propósito no Namoro


Querer namorar é natural na vida dos solteiros. Durante os séculos recentes, a prática do namoro para conhecer e escolher um parceiro para o casamento se tornou comum na nossa sociedade. Podemos nos admirar ao notar que a Bíblia fala muito pouco a respeito do namoro, mas precisamos lembrar que o namoro não era a maneira comum de caminhar para o casamento na época bíblica. Os pais freqüentemente arranjaram os casamentos dos filhos, como ainda é o costume em muitas culturas. O amor romântico e as emoções da paixão não eram destacados como são hoje.
Algumas pessoas citam a falta de orientação específica nas Escrituras para justificar a aceitação dos padrões do mundo em relação ao namoro. Até jovens que se dizem cristãos, às vezes, começam a namorar sem pensar nos princípios bíblicos que devem governar o seu comportamento. Despreparados, facilmente caem nas ciladas que o Diabo armou. Alguns cometem imoralidade, enquanto outros namoram de olhos fechados e escolhem mal os seus parceiros. Em ambos os casos, as conseqüências podem ser desastrosas.
Embora a Bíblia não apresente uma lista de regras para o namoro, encontramos nas suas páginas muitos princípios que podemos e devemos seguir para ter namoros puros que caminhem para casamentos bons e felizes.
Fatos e princípios importantes
Trate a sua namorada como se fosse sua irmã.O homem cristão deve tratar "às moças, como a irmãs, com toda a pureza" (1 Timóteo 5:2). Tal atitude certamente se aplica ao namoro. A sua namorada não é um objeto feito para seu prazer, e sim uma pessoa feita à imagem de Deus. Respeite-a.
Evite o egoísmo, pois é pecado (2 Timóteo 3:2). Muitas pessoas namoram e até se casam por motivos egoístas. O amor verdadeiro "não procura os seus interesses" (1 Coríntios 13:5), e sim procura o bem-estar do amado. O amor de Jesus para a igreja não é egoísta. Ele se sacrificou por ela, e pede a mesma coisa do homem em relação à esposa (Efésios 5:25-33). Este amor puro e verdadeiro deve começar no namoro.
Estimule o amor e as boas obras (Hebreus 10:24). Os dois devem crescer no namoro, um ajudando ao outro a realizar seu potencial, especialmente no sentido espiritual. Um namoro que ocupa todo o tempo livre da pessoa, e que dificulta o seu serviço a outros, não ajuda o desenvolvimento pessoal.
Seja criterioso (Tito 2:6). Diz-se que o amor é cego, mas que o casamento abre os olhos! Deve se namorar com os olhos abertos, observando o comportamento e o caráter da outra pessoa. Ele a traiu durante o namoro? Será que se mostrará fiel no casamento? Ela mente aos outros? Será que sempre lhe dirá a verdade? Ele é explosivo e fisicamente violento agora? Acha que vai controlar esses impulsos depois de se casar? Em muitas conversas com casais que enfrentam problemas no casamento, eu pergunto se as atitudes erradas se apresentaram no namoro. Na maioria dos casos, a resposta é sim. Mas, quase sempre, acrescenta-se um fato: "Mas eu não me incomodava com aquilo, porque eu estava apaixonado e queria casar". Precisa-se namorar de olhos abertos!
Evite pecados de sensualidade. A sociedade decadente atual perverte muito o sentido do namoro. Programas de televisão fazem concursos de beijos sensuais. O "Dia dos Namorados" é conhecido por aumentos de vendas de lingerie e propaganda de motéis. Para muitos, a prática sensual de "ficar" vem antes de conhecer o nome da pessoa, e sem nenhum compromisso pessoal. Em muitas escolas, relações sexuais ilícitas são consideradas normais, e até incentivadas pelas conversas entre alunos e professores. A vontade de Deus é outra. Independente das atitudes liberais da sociedade, Deus considera errada qualquer relação sexual fora do casamento. Relações íntimas fazem parte do casamento conforme o plano de Deus, porém "Deus julgará os impuros e adúlteros" (Hebreus 13:4). O servo de Deus precisa fugir da impureza, porque a imoralidade é pecado contra o próprio corpo, que é o santuário do Espírito Santo (1 Coríntios 6:18-20; veja também Gálatas 5:16,19; 1 Coríntios 7:9).
Não é só o ato sexual em si que é pecaminoso. Devemos evitar, também, as atividades e as conversas que alimentam desejos sexuais. Pessoas do mundo podem considerar passeios à praia, noites numa danceteria ou horas a fio agarrados no portão da casa atividades normais para os namorados, mas os cristãos não seguem o padrão sensual do mundo. Algumas perguntas podem ajudar a evitar a imoralidade. O seu nível de contato físico os aproxima de Deus, ou os afasta dele? A sua roupa aumenta o respeito que seu namorado tem por você, ou cria nele desejos que podem ser difíceis de controlar? Se assistirem àquele filme, serão edificados ou enfraquecidos?
Respeite o papel dos pais durante o namoro. Durante o namoro, alguns jovens quase evitam os pais e não freqüentam as casas das famílias, sempre procurando sair para outros lugares. Na Bíblia, observamos que os pais freqüentemente aconselhavam os seus filhos na escolha de seus parceiros. Em alguns casos, os filhos já eram adultos, mas ainda respeitavam a orientação dos pais (veja Gênesis 24:3-4; 28:6; 34:4-6). Os pais normalmente têm muito a oferecer, porque já passaram pelas fases do namoro, do noivado e do casamento. Têm aprendido de outros casais, também, ao longo dos anos. Seria um grave erro não aprender com a sabedoria dos pais. "Filho meu, guarda o mandamento de teu pai e não deixes a instrução de tua mãe" (Provérbios 6:20). Muitos casais sofrem hoje porque se mostraram teimosos e não respeitaram os pais no namoro.
Estejam um ao lado do outro no namoro. Entendemos que o namoro tem em vista, como propósito principal, a escolha de um bom parceiro para o casamento. Gênesis 2:20-24 mostra que Deus criou a mulher para auxiliar (do lado de) seu marido. A vida do casal deve ser dedicada ao serviço a outros (filhos, parentes, vizinhos, irmãos em Cristo, Deus, etc.). Se será assim no casamento, deve começar assim no namoro. Procurem ser uma equipe de servos, os dois trabalhando juntos para fazer o bem.
Casais bem-sucedidos
Durante o namoro devem se espelhar em casais bons. Observar casais conhecidos que têm relações especialmente boas ajuda bastante. Agora, considere esses casais à luz das Escrituras. Achamos instruções e exemplos de casais bem-sucedidos.
Áqüila e Priscila trabalharam juntos no ensinamento de Apolo (Atos 18:26) e foram considerados por Paulo cooperadores em Cristo (Romanos 16:3). Uma igreja se reunia na casa deles (Romanos 16:5).
O casal em Provérbios 31 é uma equipe. Este capítulo, a partir do versículo 10, descreve as características da mulher virtuosa. Em parte por causa da dedicação dela, o marido é respeitado na sua cidade. Ela é, acima de tudo, uma serva.
Presbíteros e diáconos e suas mulheres cooperam no serviço a outros. Observamos nas listas de qualificações desses homens (Tito 1:5-9; 1 Timóteo 3:1-13) que eles se preparam para os seus papéis na igreja, em parte, por suas experiências na família. Se não tivessem esposas dedicadas trabalhando em prol da família, esses homens não teriam condições de cumprir papéis especiais na igreja do Senhor. Esta atitude de cooperação, um servindo ao lado do outro, deve começar já no namoro.
Olhando nas direções certas
Muitos namoros levam a casamentos fracassados por um simples motivo. Durante todo o período do namoro, os dois olham nas direções erradas. Olham para si mesmos, procurando satisfazer desejos egoístas. Olham um para o outro, esquecendo do resto do mundo e perdendo oportunidades para servir. Passam horas admirando a beleza física do outro, ou exagerando o contato físico. Embora precise ser realista sobre as suas próprias necessidades, e precise observar o comportamento e as atitudes do outro, o namoro bom mantém seu foco fora do próprio casal. Deve-se olhar para onde?
Deve-se olhar para Deus. Em todas as circunstâncias da vida, devemos olhar em primeiro lugar para Deus. Jesus disse: "Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento"(Mateus 22:37-38). O namoro que tira a sua atenção das coisas de Deus não ajudará o seu crescimento espiritual. Se, de fato, você ama o seu namorado, faça tudo para ajudá-lo chegar ao céu. Não se esqueça de olhar para cima!
Deve-se olhar para os seus próximos. Jesus continuou: "O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo"(Mateus 22:39). Quando um casal de namorados se isola, dedicando quase todo o seu tempo ao namoro, desobedece o mandamento de Jesus. O namoro, como a vida, deve ter como fundamento os princípios de serviço a outros. Não se esqueça de olhar para as pessoas ao seu redor!
Sugestões práticas
Quer um namoro que seja bom para você e para seu namorado? Quer estabelecer a base para um bom casamento que durará a vida toda? Quer, acima de tudo, agradar a Deus no seu namoro e na sua vida? Procure aplicar na prática os seguintes princípios:

Limitem e controlem o contato físico, evitando criar ou alimentar desejos sensuais.


Respeitem um ao outro como irmãos, criados pelo mesmo Pai celeste.


Não se isolem durante o namoro. Sejam abertos para servir a outros.


Dêem prioridade para as coisas espirituais. Participem juntos de estudos e períodos de louvor. Estudem a Bíblia juntos.


Procurem oportunidades para servir.


Cultivem uma relação espiritual e saudável que incentive o crescimento dos dois.


Orem juntos, pedindo que Deus abençoe seu namoro, e mais ainda seu futuro casamento!


-por Dennis Allan

Sexo e a Bíblia


O que a Bíblia ensina a respeito do sexo? Ela realmente proíbe o sexo antes do casamento? Ensina que masturbação é pecado? Será que Deus estabeleceu limites para o sexo? Saiba da importância em conhecer o poder existente no sexo e, principalmente, os princípios pelos quais Deus o criou.

O que você sabe sobre sexo?

Baseando-se nos conceitos do mundo, quanto mais cedo se inicia a “experiência” com o sexo, maior será o entendimento sobre o assunto e melhor será o desempenho sexual no futuro. Mas será que isso realmente é verdade?

Será que se entregar ao sexo sem conhecer bem o seu propósito e o seu poder e, muitas vezes, sem ter a responsabilidade necessária para lidar com as suas consequências, seria mesmo a melhor opção?

A única fonte segura que nós temos para responder essas perguntas é a Bíblia, afinal, ninguém melhor para nos ensinar sobre sexo do que aquele que criou o sexo (At 17.24a).


O prazer do sexo


O sexo é capaz de gerar um dos maiores prazeres que nós podemos experimentar na vida (Pv 5.18-19). É algo que mexe com os sentimentos, as emoções e os desejos mais profundos de uma pessoa.

O grande problema é que isso pode acontecer tanto de maneira positiva, quanto negativa; pois apesar do sexo ter sido criado por Deus como algo bom, puro e perfeito (Gn 1.31), após a entrada do pecado no mundo, o homem adquiriu a capacidade de também utilizá-lo para o mal (Mc 7.21-23).

A única possibilidade que temos de desfrutar de todos os benefícios proporcionados pelo sexo, sem ser dominado e aprisionado por ele, é se voltando à Deus e ao que Ele nos ensina sobre o sexo (Pv 5.1-2).


O poder do sexo


Deus não apenas criou o sexo, como também fez dele um mandamento. Na primeira vez em que falou ao homem, a ordem foi: “Sejam férteis e multipliquem-se!” (Gn 1.28), algo que só é possível através do sexo.

Uma outra direção que Deus deu ao homem, relativa ao sexo, foi que em um determinado momento de sua vida, ele deveria deixar seus pais e se unir a uma mulher (Gn 2.24).

Ao mesmo tempo em que o sexo tem o poder de multiplicar e gerar novas vidas, ele também tem o poder de unir duas pessoas em uma só carne (Mc 10.7-9, Ef 5.31).


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O propósito do sexo


Sexo exige responsabilidade e entendimento (Pv 7.1-5). Por essa razão é fundamental compreender não só o poder que existe no sexo, mas principalmente os propósitos e princípios pelos quais Deus o criou.

1. Família

O primeiro deles é formar famílias, não apenas gerar filhos (Sl 127.3). Afinal, a vida de uma criança depende de cuidados; necessita de amor, carinho, sustento. Inclusive, é de responsabilidade dos pais a educação e a formação do caráter de uma criança (Pv 22.6).
Simplesmente “colocar filhos no mundo” sem se preocupar com isso é se desviar do principal propósito do sexo (1Tm 5.8). E para evitar que isso aconteça, outro princípio de Deus para o sexo é o compromisso, ou seja, o casamento (1Co 7.2).

2. Casamento 

A Bíblia não considera o sexo por si só como um casamento, ela ensina que antes da relação sexual entre um casal é preciso haver um testemunho público do compromisso entre o homem e a mulher (Mt 1.18-19, 1Co 7.9, 1Co 7.36, Hb 13.4).1
Contudo, uma vez estabelecido esse compromisso diante da lei e dos homens, é a relação sexual que consolida o casamento diante de Deus (Gn 24.67).
E a partir daí, os dois se tornam uma só carne. A Bíblia ensina que agora o corpo do homem pertence à sua esposa, e o corpo da esposa pertence ao homem, e que um não deve negar-se ao outro (1Co 7.4-5a).

3. Proporcionar prazer ao cônjuge

É aí que nós podemos compreender mais um importante propósito do sexo: proporcionar prazer ao outro (1 Co 7.3), ao “dono” do seu corpo. Sexo é dar ao outro o que lhe pertence (Ct 2.16).
Por essa razão é que o auto-prazer, fruto da masturbação, é uma deturpação do sexo. O princípio bíblico do prazer sexual é proporcioná-lo não a si próprio, mas ao cônjuge (Ct 1.2, Ct 4.10).

A imoralidade sexual (porneia)

Qualquer relação sexual fora do casamento, independente do contexto, é imoralidade sexual (1Ts 4.3); considerada por Deus como prostituição (1Co 6.18).
O termo grego utilizado para as relações sexuais ilícitas é porneia(πορνεία – por-ni’-ah). Podendo se manifestar através do adultério (Mt 19.9), quando uma das pessoas é casada; fornicação (Mt 15.19), se a relação sexual for entre duas pessoas solteiras; incesto (1Co 5.1), quando envolve parentes próximos; homossexualidade (Rm 1.26-27), quando envolve pessoas do mesmo sexo; pedofilia (Ef 5.12), se envolver crianças; e bestialidade (Dt 27.21), se envolver um ser humano e um animal.

As consequências do sexo ilícito

As consequências para quem pratica a imoralidade sexual são quase sempre destruidoras, principalmente para o cristão, que profana o seu corpo que é templo do Espírito Santo, e faz uma aliança com a prostituição (1Co 6.15-20).

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Onde começa o pecado sexual?

Mas será que o pecado sexual está relacionado somente ao ato físico ou começa antes disso?
Jesus disse que qualquer um que colocar os olhos em uma mulher para a cobiçar, já adulterou com ela em seu coração (Mt 5.28).
Essa passagem nos revela que o pecado sexual começa muito antes do que normalmente se imagina (Mt 15.19). Mas também é claro que não se trata de um simples olhar, vai além da apreciação da beleza ou de uma atração natural, o pecado está em desejar sexualmente alguém que não lhe pertence (Dt 5.21).
E, muitas vezes, esse desejo sexual pecaminoso, atua na mulher de forma diferente do que atua no homem. Enquanto no homem está mais ligado ao desejo no olhar (Pv 6.25), geralmente na mulher, está no comportamento sensual e na exposição do corpo, para ser desejada (1Tm 2.9a, Pv 11.16). Despertando no outro um desejo que não pode ser licitamente suprido.

O desejo sexual pecaminoso (aselgeia)

A palavra grega utilizada pela Bíblia para se referir a este tipo de pecado é aselgeia (ἀσέλγεια – as-elg’-i-a), e está associada à uma série de desejos sexuais pecaminosos, pode ser traduzida como lascívia (Gl 5.19), luxuria, sensualidade (1Pe 4.3) ou pornografia, mas também está ligada a uma completa devassidão e indecência (Rm 13.13). Quando já não há preocupação com o testemunho diante das pessoas (Ef 4.19). O desejo pelo sexo e a busca por satisfação, já se tornaram muito mais importantes do que a obediência e o temor a Deus (Rm 1.24).
O perigo deste tipo de pecado é que ele quase sempre começa de forma aparentemente inofensiva (Pv 14.12), muitas vezes trata-se apenas uma foto que você publicou ou de um perfil que você começou a seguir nas redes sociais.
A questão é que com o tempo aquilo que um dia foi causal pode se tornar um hábito, e o hábito em um vício completamente destruidor (Tg 1.14-15), ao ponto de Jesus dar uma das declarações mais radicais contra o pecado, que encontramos na Bíblia, onde ele diz:

“Se o seu olho direito o fizer pecar, arranque-o e lance-o fora. É melhor perder uma parte do seu corpo do que ser todo ele lançado no inferno. E, se a sua mão direita o fizer pecar, corte-a e lance-a fora. É melhor perder uma parte do seu corpo do que ir todo ele para o inferno.” Mateus 5.29-30 


Consequências eternas

Além do pecado sexual ser capaz de comprometer completamente a vida sentimental, social e psicológica de uma pessoa (Pv 5.20-23), ele pode ter uma consequência muito pior: a condenação eterna (Ap 21.8).
Por essa razão, a Bíblia é taxativa em afirmar que a atitude contra o pecado precisa ser radical (Jó 31.1, Hb 12.14), e que andar em santidade não é uma opção, é um mandamento (1Pe 1.15-16). Quem vive na impureza, praticando a imoralidade sexual ou alimentando desejos sexuais ilícitos, seja em si próprio ou nos outros, não herdará o Reino de Deus (Ef 5.5, Gl 5.19-21).

Arrependimento

O único caminho é o arrependimento (At 17.30). Jesus Cristo está pronto para perdoar e purificar (1Jo 1.9) todo aquele que se arrepende do pecado e decide viver uma nova vida (Ef 2.1-7). É preciso uma decisão seguida de uma mudança de comportamento (Hb 10.26-27).
Jesus é o único que pode transformar nossas mentes e restaurar completamente nossas vidas (Cl 1.13-14), independente daquilo que já experimentamos nessa área (Hb 9.14). Em Cristo nós somos nova criatura e tudo se faz novo (2Co 5.17), inclusive nossa sexualidade.

A vontade de Deus

A vontade de Deus é que tanto o homem, quanto a mulher, se guardem para o casamento (Gn 24.15-16, 2Co 11.2, Lv 21.13-15). Tanto é que a ordem de Deus para um casal que está tendo dificuldade em se controlar não é de se entregar ao sexo, mas assumir um compromisso através do casamento (1Co 7.9).
É claro que permanecer virgem até o casamento é um desafio muito grande (Rm 12.2), principalmente por causa da pressão da sociedade (1Jo 5.19), que incentiva cada vez mais o envolvimento precoce com o sexo (Sl 14.1).
Mas a verdade é que não só a Bíblia, como até mesmo estudos científicos, revelam que a antecipação sexual gera sentimentos de insegurança, instabilidade emocional, ciúmes, e também desenvolve uma predisposição à infidelidade conjugal. 2

O melhor caminho

É preciso fé, sabedoria e paciência para esperar em Deus (Ec 3.1, Pv 19.14), ou seja, descartar qualquer relacionamento amoroso fora do tempo, do propósito ou as condições necessárias para um casamento (Pv 24.27).
Enquanto isso, o ideal é conhecer melhor a Deus (1Co 7.32-34) e conhecer melhor as pessoas (1Tm 5.1-2). Muitos ignoram o fato de que Deus estabeleceu a amizade e o compromisso como os pontos principais de um relacionamento (Ef 5.33, 1Pe 3.7), e não o sexo.
Além do que o fato de não ser levado apenas pela atração física (Pv 31.30), é fundamental para se conhecer verdadeiramente uma pessoa, conhecer suas motivações, seus ideais, seus sonhos e, principalmente, seu relacionamento com Deus (Mt 12.33).
Agora, se o simples contato físico de um namoro já dificulta tudo isso, imagine o sexo (2Tm 2.22)! O sexo é o ponto máximo da intimidade entre duas pessoas e, por isso, jamais deve acontecer antes da amizade e do compromisso (Mt 1.24-25).
Leia também: “O que é Amor?“.

O sexo abençoado por Deus

Não vale a pena correr o risco de pecar indo além daquilo que convém (1Co 6.12-13). No namoro, por exemplo, se limite ao que pode ser feito na frente de outras pessoas, sem causar nenhum tipo de constrangimento (Fp 2.15).
Já no casamento, seja completamente livre para desfrutar do sexo. Apenas tenha o cuidado para não introduzir à relação, elementos externos que sejam fruto da pornografia (Ct 4.12, Hb 13.4).
No mais, a vontade de Deus é que você tenha uma vida sexual plena e proporcione todo o prazer necessário ao seu cônjuge (Ct 7.6-13). Não existe culpa nenhuma nisso, afinal, no casamento a ausência de sexo que é pecado.
Da mesma forma que a Bíblia proíbe o sexo fora do casamento, ela ordena o sexo dentro do casamento  (1Co 7.3). A única exceção é se houver comum acordo entre o casal para se dedicarem a oração, mas isso é somente por um curto período, do contrário, um deve suprir a necessidade do outro (1Co 7.5).
Desfrutar do prazer e da intimidade sexual com alguém que você ama (Pv 18.22), dentro de um contexto onde existe a benção de Deus (Jo 14.27), vai muito, mas muito além, da visão extremamente limitada que o mundo tem a respeito de sexo.


Notas:
Havia três etapas em um casamento judeu. Primeiro, as famílias dos nubentes concordavam com a união. Depois, era feito um anúncio público. Neste momento, o casal estava oficialmente noivos. A cerimônia era semelhante ao noivado hoje, a não ser pelo fato de que o relacionamento só poderia ser rompido em caso de morte de um dos nubentes ou de carta de divórcio (embora as relações sexuais não fossem permitidas). Então, os noivos se casavam e começavam a viver conjugalmente. Pelo fato de Maria e José estarem noivos, a aparente infidelidade de Maria levava consigo um severo estigma social. De acordo com a lei civil judaica. José tinha o direito de divorciar-se dela, e as autoridades judaicas poderiam ter mandado apedrejamento-la até a morte (Dt 22.23-24) – (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal)
MCLLHANEY JR, Joe e BUSH, Freda McKissic. Hooked: New Science on How Casual Sex is Affecting Our Children. Northfield Publishing, 2008.

Mitologia de Iorubá


Esse conjunto de crenças que inspirou o candomblé é baseado na vida em harmonia e em comunidade. Não há separação entre homens e animais, que inclusive agem como humanos. A solidariedade e a prosperidade vêm do trabalho no campo. Também é importante o culto à ancestralidade, por isso louva-se a continuidade da vida, por meio da figura feminina. Humanos e divindades são igualmente suscetíveis às incertezas (mais ou menos como na mitologia grega). Não há o “mal”, mas há consequências para as ações que não contribuem com o equilíbrio pessoal e do todo.
A criação do mundo
Aqui, nós também viemos do barro
1. No princípio, Olorum, o ser supremo, governava o Orun, o céu. A Terra não era nada mais que uma imensidão de pântanos governada por Olokun, a grande mãe, guardiã da memória ancestral. Então, Obatalá, a divindade da criação, teve a ideia de colocar terra sólida sobre os pântanos

2. Instruído por Orunmila, divindade das profecias e do destino, Obatalá trabalhou quatro dias e construiu Aiyê, o nosso mundo, com montanhas, campos e vales. Para que o novo lugar tivesse vida, Olorun criou o Sol, enviou uma palmeira de dendê e fez chover, para que a árvore brotasse. Surgiram as florestas e os rios
3. Para povoar o lugar, Obatalá modelou os humanos no barro com a ajuda de Oduduá, com quem formou o casal propulsor da vida. Terminados os bonecos, colocaram neles o emi, o sopro da vida. A primeira cidade em que os humanos viveram se chamava Ifé. Obatalá voltou ao Orun e contou a novidade aos òrìsà

4. Os òrìsà (ou orixás) são seres divinos que personificam os elementos da natureza e são indispensáveis ao equilíbrio e à continuidade da vida. Eles foram viver com os humanos, e Olorum os orientou: só haveria harmonia se os orixás ouvissem os humanos e os orientassem – eles seriam seus protegidos
5. A harmonia em Ifé ficou monótona, e as pessoas passaram a desejar casas maiores e colheitas mais férteis. Pediram a Olorum, que alertou que o fim desse equilíbrio traria conflitos. O povo insistiu e Olorum deu o que pediam. A cidade se encheu de contrastes. Incapazes de dialogarem, as pessoas se separaram em tribos

Divindades mais cultuadas
Como é o “olimpo” iorubá

Xangô – Dono dos relâmpagos, dos raios, das rochas e da justiça. Teve três esposas: Iansã, Oxum e Obá

Exu – O orixá mensageiro entre divindades e homens, que transporta as oferendas
iansa
Iansã – Guerreira. É a divindade dos ventos e tempestades, cuida das almas dos mortos. Impulsiva e cheia de paixões, prefere o campo de batalha aos trabalhos domésticos

Iemanjá – Representa a maternidade e a fertilidade, além de ser divindade dos mares

Oxumaré – Vive seis meses como homem e seis como mulher. Transporta a água entre o céu e a terra usando o arco-íris

Obá – Divindade do barro e das enchentes, carrega armas e cozinha os alimentos

Oxum – A mais bela, sempre representada com leque, espelho e roupa vistosa. Divindade da água doce, fecundidade e do amor

Ossaim – Divindade das matas, das folhas e ervas medicinais

Ogum – Divindade do ferro e da guerra. Forte e aventureiro, é associado a São Jorge na mitologia católica

Oxóssi – Caçador, orixá das florestas
Mãe África
Povo iorubá dominou grande parte do continente
Os iorubás seriam originários da região do alto Nilo. Por volta do século 6, estabeleceram-se na cidade de Ifé, na atual Nigéria. No século 15, eles eram um poderoso império, cujos domínios se espalharam pela África. Por causa disso, sua mitologia se propagou pelo continente e, mais tarde, chegou às Américas com as pessoas escravizadas. Assim, as comunidades que surgiram no Novo Mundo serviram de berçário para o nascimento de outras religiões, derivadas do iorubá. É o caso do nosso candomblé. Como o registro dos mitos era apenas oral, muitos sofreram alterações com o tempo. Hoje eles têm diferentes versões

Consultoria Luana R. Emil (Oiá Gbemi), antropóloga pelo Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (PPGAS/UFRGS)
Fontes Livro Mitos Yorubás, de José Beniste; e site ocandomble.com

Desvendando os Segredos do Candomblé

I – Introdução
O enorme crescimento das religiões mediúnicas no Brasil, nos últimos anos, tráz á reflexão uma série de temas que não podem passar despercebidos. O Candomblé, em especial, tem atraído a atenção de uma variada gama de estudiosos, para não mencionar o fato de que começa a fazer novos adeptos, cada vez mais, nas camadas mais letradas – onde sempre se localizou o preconceito.
O Candomblé, ao lado de outras correntes espirituais, propicia um contato mais aberto com o que a Bíblia denomina: demônios, espíritos das trevas. Podemos observar sua influência na cultura brasileira, basta visitarmos os museus da Bahia, ou observarmos os blocos carnavalescos, a cantigas de roda (samba lele tá doente, tá com a cabeça quebrada…) etc.

II – Entre duas Correntes

Entende-se como cultos afro-brasileiros duas correntes principais, o Candomblé e a Umbanda. Um é a religião africana trazida pelos negros escravos para o Brasil e aqui cultuada em seu habitat natural (onde não era apenas um, mas uma série de diferentes manifestações especificas de cada região), diferenças essas acentuadas pela várias regiões do seu país de origem. Outra é uma religião nova, desenvolvida no Brasil como a síntese de um processo de sincretismo das mais diferentes fontes, que vão do catolicismo, passando pela macumba, pelo Kardecismo, e até pôr cultos tipicamente indígenas. Assim, dentro das duas diferentes correntes básicas, uma série de subcorrentes se manifesta, dando origem a significados às vezes amplamente diversos para o mesmo culto (no final das contas tudo é espiritismo, e provem da mesma fonte: o diabo).

III – As Origens do Candomblé
Com a colonização do Brasil faltaram braços para a lavoura. Com isso, os proprietários da terra tentaram subjugar o índio pensando em empregá-lo no trabalho agrícola. Entretanto, o índio não se deixou subjugar, o que levou os colonizadores a voltarem-se para a África em busca de mão-de-obra para a lavoura. Começa assim um período vergonhoso da História do Brasil, como descreve o poeta Castro Alves em suas poesias ‘Navio Negreiro” e “Vozes D`África
“Acredita-se que os primeiros escravos africanos chegaram ao primeiro mundo já 1502. Provavelmente, os primeiros carregamentos de escravos chegaram em Cuba em 1512 e no Brasil em 1538 e isso continuou até que o Brasil aboliu o tráfico de escravos em 1850 e na Espanha finalmente encerrou o tráfico de escravos para Cuba em 1866. A maioria do três milhões de escravos vendido à América Espanhola e o cinco milhões vendidos ao Brasil num período de aproximadamente três séculos, vieram da costa ocidental da África.
Era muito cruel o tratamento imposto aos escravos desde o momento da partida da África e durante a viagem nos navios chamados “tumbeiros”, que podia se estender a cerca de dois meses. Os maus tratos continuariam depois, para a maioria deles até a morte. Edson Carneiro informa que o tráfico trouxe escravos de três regiões: da Guiné Portuguesa, do Golfo da Guiné (Costa da Mina) e de Angola, chegando até Moçambique. Os africanos chegaram divididos em dois grupos principais: sudaneses (os de Guiné e da Costa da Mina) e os bantos (Angola e Moçambique). Os da Costa da Mina desembarcavam na Bahia, enquanto que os demais eram levados para São Luís do Maranhão, Bahia, Recife e Rio de Janeiro, de onde se espalhavam para outras regiões do Brasil, como litoral do Pará, Alagoas, Minas Gerais e São Paulo.
A presença do orixá é necessária tanto na Umbanda como no Candomblé. É de origem africana que foram trazidos pelos negros escravizados. Seu culto é a essência do Candomblé, e foi mantido vivo no Brasil. O continente africano, na época das grandes levas de escravos, era ainda mais fragmentado politicamente do que hoje. O conceito de nação ou Estado, em seu significado mais restrito, não encontra correspondente na realidade geopolitica africana desse período. Diversas nações de tribos fragmentavam qualquer idéia de unidade cultural, ainda que, cercada pela selva, muitas dessas comunidades nunca entraram em contato nem tiveram notícia da existência de outras. Isto resulta numa grande diferença de culto de região para região, onde os nomes de um mesmo orixá são absolutamente diferentes.
No Brasil, porém, pode-se notar um culto predominante do ritual e das concepções iorubá – um povo sudanês da região correspondente à atual Nigéria, que dominou e influenciou politicamente e culturalmente um grande número de tribos. Esse culto se estendeu pôr toda a América, com exceção (se bem que há notícias do estabelecimento cada vez maior destes cultos) da América do Norte, com maior destaque para Cuba e Brasil.

IV – Os Orixás e Outras Entidades no Candomblé
1 – Quem São os Orixás
De acordo com o Dicionário de Cultos Afro-Brasileiros de Olga Cacciatore, os orixás são divindades intermediárias entre Olorum (o deus supremo) e os homens. Na África eram cerca de 600 – para o Brasil vieram talvez uns 50, que estão reduzidos a 16 no Candomblé, dos quais só 8 passaram para à Umbanda. Muitos deles são antigos reis, rainhas ou heróis divinizados, os quais representam as vibrações das forças elementares da Natureza – raios, trovões, tempestades, água; atividades econômicas, como caça e agricultura; e ainda os grandes ceifadores de vidas, as doenças epidêmicas, como a varíola, etc.
2 – Origem Mitológica dos Orixás
Quanto à origem dos orixás, uma das lendas mais populares diz que Obatalá (o céu) uniu-se a Odudua (a terra), e desta união nasceram Aganju (a rocha) e Iemanjá (as águas). Iemanjá casou-se com seu irmão Aganju, de quem teve um filho, chamado Orungã. Orungã apaixonou-se loucamente pela mãe, procurando sempre uma oportunidade para possuí-la, até que um dia, aproveitando-se da ausência do pai, violentou-a. Iemanjá pôs-se a fugir, perseguida pôr Orungã. Na fuga Iemanjá caiu de costas, e ao pedir socorro a Obatalá, seu corpo começou a dilatar-se grandemente, até que de seus seis começaram a jorrar dois rios que formaram um lago, e quando o seu ventre se rompeu, saíram a maioria dos orixás . Pôr isto Iemanjá é chamada “a mãe dos orixás”.3. Os Orixás e o Sincretismo
O sincretismo religioso é também um aspecto significante dos cultos afros. Sincretismo é a união dos opostos, um tipo de mistura de crenças e idéias divergente. Os escravos não abriram mão de seus cultos e suas divindades. Devido a um doutrinamento imposto pelo catolicismo romano, os africanos começaram a buscar na igreja, santos correspondentes aos seu orixás. Muitos dos orixás nos cultos afros encontrará no Catolicismo um santo “correspondente “ – pôr exemplo:

Exu – diabo
Iemanjá – Nossa Senhora
Ogum – São Jorge
Iansã – Santa Bárbara
Iemanjá – Nossa Senhora Aparecida, Nossa Senhora da Imaculada Conceição
Oxóssi – São Sebastião
Oxalá – Jesus Cristo – Senhor do Bonfim
Omulú – São Lázaro
Ossain – São Benedito
Oxumaré – São Bartolomeu
Xango – São Jerônimo

4. As Outras Entidades

Também presentes nos cultos afros-brasileiros estão espíritos que representam diversos tipos de humanos falecidos, tais como: caboclos (índios ), pretos-velhos (escravos), crianças, marinheiros, boiadeiros, ciganos, etc.

V – Considerações à Luz da Bíblia
1. A Questão Histórica: Verdade ou Mito?
a.) Nos cultos afros. Ao analisarmos os cultos afros, uma das primeiras coisas que observamos é a impossibilidade de se fazer uma avaliação objetiva sobre a origem dos orixás. Existem muitas lendas que tentam explicar o surgimento dos deuses do panteão africano, e estas histórias variam de um terreiro para o outro e até de um pai-de-santo para o outro. Não há possibilidade de se fazer uma verificação científica ou arqueológica; não há uma fonte autoritativa que leve a concluir se os fatos aconteceram mesmo ou se trata-se somente de mitologia, sendo difícil uma avaliação histórica dos eventos relatados.
b. No cristianismo. Ao contrário, a Bíblia Sagrada resiste a qualquer teste ou crítica, sendo sua autenticidade provada pela arqueologia (alguém já disse que cada vez que os arqueólogos abrem um buraco no Oriente é mais um ateu que sepultamos no Ocidente), pela avaliação de seus manuscritos (existem milhares deles espalhados em museus e bibliotecas do mundo), pela geografia, história, etc. Toda informação relevante para a fé no cristianismo tem que estar baseada nas Escrituras. É impossível encontrar no Cristianismo cinco a dez versões diferentes sobre a vida dos profetas ou qualquer personagem bíblica.

2. O Relacionamento com Deus
a.) Nos cultos afros. Um fato que devemos considerar é a posição tradicionalmente dada aos orixás nos cultos afros como intermediários entre o deus supremo (Olorum) e os homens. (No Catolicismo Romano, Maria recebe também o título de intermediária). Além disso, os filhos-de-santo, uma vez comprometidos com os orixás, vivem em constante medo de suas represálias.
Não pode ser esquecido também que os filhos-de-santo, uma vez comprometidos com os orixás, vão viver em constante medo de suas represálias ou punições. Note um trecho de uma entrevista no livro de Reginaldo Prandi:
“O Pesquisador – Gostaria de perguntar só seguinte: desde que há regras, quando a regra é quebrada, quem pune essa ação?
“Mãe Juju – O próprio santo, ou a mãe-de-santo : Olha você não venha mais aqui, não venha fazer isto aqui que esta errado, quando você estiver bêbado, ou quando você estiver bebendo, não venha mais dar santo aqui, não venha desrespeitar a casa”.
“O Pesquisador – Como é a punição do orixá? Será que eu poderia resumir assim: doença, morte, perda de emprego, perder a família, ficar sem nada de repente e sem motivo aparente, enlouquecer, dar tudo errado, a própria casa-de-santo desabar, isto é, todo mundo ir embora…?
“Todos – Isso”
Além do constante medo de punições em que vive o devoto do orixá, ele deve ainda submeter-se a rituais e sacrifícios nada agradáveis a fim de satisfazer os deuses.
b.) No cristianismo. Escrevendo a Timóteo, Paulo declara: “Porque há um só Deus, e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem”. (I Timóteo 2:5)/. É somente pela obra redentora do Calvário que somos reconciliados com Deus (Efésios 2:11-22). Temos um Pai amável que conhece a nossa estrutura e sabe que somos pó (Salmos 104:14). Deus não nos deu o espírito de medo (II Timóteo 1:7), e o cristão não é forçado a seguir a Cristo, mas o faz espontaneamente (João 6:67-69). A Bíblia diz que aquele que teme não é perfeito em amor, pois no amor não há temor (I João 4:18). Ainda que haja fracassos na vida do cristão, ele não precisa ter medo de Deus, pois Ele é grandioso em perdoar (Isaías 55:7), e que temos um sumo-sacerdote que se compadece de nossas fraquezas (Hebreus 4:15). Este é, de maneira bem resumida, o perfil do Deus da Bíblia – bem diferente dos orixás, que na maioria das vezes, são vingativos e cruéis com seus “cavalos”.
3. O Sacrifício Aceitável

a.) Nos cultos-afros. Ao evangelizar os adeptos dos cultos- afros, é necessário conhecer também o significado do termo “ebó”. De acordo com Cacciatore, ebó é a oferenda ou sacrifício animal feito a qualquer orixá. Às vezes é chamado vulgarmente de “despacho”, um termo mais comumente empregado para as oferendas a Exú (um dos orixás, sincretizado com o diabo da teologia cristã), pedindo bem ou mal de alguém.
b.) No cristianismo. Precisamos lembrar o que o apóstolo Paulo tem a dizer sobre isto: “Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus. E não quero que sejais participantes com demônios. Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios”(I Coríntios 10:20_21). Os sacrifícios de animais no Antigo Testamento apontavam para o sacrifício perfeito e aceitável de Jesus Cristo na cruz. A Bíblia diz em Hebreus 10:4: “Porque é impossível que o sangue dos touros e dos bodes tire os pecados. Somente Jesus pode fazê-lo, pois ele é o “cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”(João 1:29). “Sem derramamento de sangue não há remissão de pecados”(Hebreus 9:22), e o “sangue de Jesus Cristo, Seu Filho, nos purifica de todo o pecado”(I João 1:7). Concluímos esta parte com Hebreus 10:12: “Mas este (Jesus), havendo oferecido um único sacrifício pelos pecados, está assentado para sempre à destra de Deus.”

4. Encarando a Morte

a.) Nos cultos afros: Ao dialogar com os adeptos dos cultos-afros – principalmente do Candomblé – alguém se cientifica de que os orixás têm medo da morte (quem menos tem medo da morte é Iansã). Quando um filho ou filha-de -santo está próximo da morte, seu orixá praticamente o abandona. Esta pessoa já não fica mais possessa, pois seu orixá procura evitá-la.
b.) No cristianismo. Isto é exatamente o contrário do que o Deus da Bíblia faz. Suas promessas são sempre firmes. “Não te deixarei, nem te desampararei”(Hebreus 13:5). O salmista Davi tinha esta confiança em Deus ao ponto de poder dizer. “Ainda que eu andasse na sombra da morte, não temerei mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam: (Salmos 23:4). Nosso Deus não nos abandona em qualquer momento de nossas vidas, e muito menos na hora de nossa morte. Glória a Deus!5. Salvação e Vida Após a Morte
a.) Nos cultos afros. Nestas religiões o assunto de vida após a morte não é bem definido. Na Umbanda , devida à influência kardecista, é ensinada a reencarnação. Já o Candomblé não oferece qualquer esperança depois da morte, pois é uma religião para ser praticada somente em vida, segundo os seus defensores. Outros pais-de-santos apresentam idéias confusas, tais como: “quando morre, a pessoa vau para a mesa de Santo Agostinho”ou “vai para a balança de São Miguel.”
b.) No cristianismo. A Bíblia refuta claramente a doutrina da reencarnação (ver Hebreus 9:27; :Lucas 16:19-31)./ Ela ensina que, para o cristão, estar ausente do corpo é estar presente com o Senhor (II Coríntios 5:6). O apóstolo Paulo afirma que a nossa cidade está no céu (Filipenses 3:20), e que para os cristãos há um reino preparado desde a fundação do mundo (Mateus 25:34)

6. A Verdadeira Liberdade

a.) Nos cultos afros. Freqüentemente, as pessoas tem medo de deixar os cultos afros para buscar uma alternativa. Foi-lhes dito que se abandonarem seus orixás (ou outros “guias”) e não cumprirem com suas obrigações, terão conseqüências desastrosas em suas vidas.
b.) No cristianismo. Entretanto, isto não é verdade. Estas pessoas podem sair e encontrar a liberdade e uma nova vida em Cristo, como é o caso de Helena Brandão (Darlene Glória) e de muitos outros. A Bíblia diz que “Para isto o Filho de Deus se manifestou; para desfazer as obras do Diabo ( João 3:8; veja ainda Números 23:23; Lucas 10:19; João 8:32-36 e I João 4:4; 5:18).
VI – Conclusão
Pela graça e misericordia de Deus temos visto muitas pessoas abandonando os cultos afros e se entregando a Jesus, como no caso da irmã Nadir que foi 19 anos mãe-de-santo e hoje pode testemunhar da verdadeira liberdade que Jesus oferece a todos os adeptos do Candomblé e Umbanda, Foi isso também o que aconteceu com Georgina Aragão dos Santos, ex-mãe-de-santo. Sua transformação foi contada pelo bispo Roberto McAlister, da Igreja de Nova Vida, no Rio de Janeiro, no livro Mãe-de-Santo.” Ao nascer, foi marcada com quatro cortes de faca no braço direito. A parteira que a marcou, uma africana do Candomblé, ainda fez a declaração: “Esta menina tem de ser mãe-de-santo. Não poderá fugir nunca a esse destino”. Aos nove anos de idade teve o seu primeiro contato com o Candomblé. Veio depois a iniciação, tornando-se mais tarde mãe-de-santo e cartomante. Envolveu-se também com a Umbanda. Pôr muitos anos, viveu experiências incríveis e até mesmo repugnantes impostas pelos guias. O encontro com Cristo, a libertação, a paz e a alegria do Espírito Santo tornaram-se realidade em sua vida quando passou a ouvir a Palavra de Deus no auditório da A.B.I. no centro do RJ. Ainda bem que Nadir e Georgina não são as únicas,, pois são inúmeros os casos de pessoas que passaram muito tempo escravizadas pelos guias e orixás e hoje levam uma vida feliz com Jesus.

Outras fontes:
Dr. Paulo Romeiro
Autor: Joaquim de Andrade

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Conselhos para Casais

Família, a Base da Sociedade Humana


Deus, por meio de Jesus Cristo se propõe a abençoar todas as famílias da terra, cumprindo a antiga promessa feita a Abraão: At 3:25-26 "Vós sois os filhos dos profetas e do pacto que Deus fez com vossos pais, dizendo a Abraão: Na tua descendência serão abençoadas todas as famílias da terra. Deus suscitou a seu Servo, e a vós primeiramente vo-lo enviou para que vos abençoasse, desviando-vos, a cada um, das vossas maldades."
O que é a Família?
Gn 1:27-28 "Criou, pois, Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. Então Deus os abençoou e lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos; enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra."
Gn 2:24 "Portanto deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á à sua mulher, e serão uma só carne."
A família, criação de Deus, é a comunidade primária da raça humana, e é constituída pela união do homem com a mulher. A família vem antes de qualquer outra instituição; vem antes da cidade ou da nação.
A família é a célula primogênita da sociedade humana
Os séculos passam e os homens continuam integrando-se em famílias; por isso dizemos que a família é o núcleo básico da sociedade. Deus é o criador da família, e como tal, é o único que tem autoridade e direito para dizer o que é a família, para que ela existe, e como deve funcionar. A família só pode viver e se desenvolver normalmente, se contar com a benção de Deus.
Sl 127:1 "Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela."
Situação atual das Famílias
A crise vivida pela nossa geração está localizada principalmente nos lares. Assim como o primeiro pecado foi cometido dentro da família e atentou contra ela ( ver Gn3:6 ), também em nossos dias a maioria dos pecado são cometidos dentro da família e vão contra ela.
Nos lares existem tensões, contendas, discussões, rixas, gritos, ofensas, ressentimentos, amarguras, e até separações e divórcios.
A família é alvo de Satanás e seu objetivo é destruí-la.
A deterioração dos valores tradicionais, o incremento dos conflitos familiares, o número crescente de separações e divórcios são de proporções alarmantes.
A igreja tem algo a oferecer as famílias de nossa sociedade para salvá-las?
Há solução em Jesus Cristo para as crises familiares?
Respondemos enfaticamente que SIM !
A deterioração da família ocorre porque as ordens de Deus tem sido ignoradas, abandonadas e trocadas por critérios humanos.
Razão do Presente Estudo
Conhecer bem a ordem de Deus para a família, para poder viver de acordo com ela e ensiná-la a outros.
Proteger nossas esposas, esposos e filhos das artimanhas de Satanás e da corrente mundana do humanismo que destrói a família. 
Formar comunidades baseadas nas famílias que encarnem os ensinamentos do Reino de Deus. Sabemos muito bem que a Igreja nunca será mais forte do que as famílias que a compõem.
Levar nossas famílias a serem modelos para a sociedade
Devemos assimilar que nossa contribuição será eficiente se o ensinamento vier acompanhado pelo exemplo de nossas famílias.
Mt 5:13-14 "Vós sois o sal da terra; mas se o sal se tornar insípido, com que se há de restaurar-lhe o sabor? para nada mais presta, senão para ser lançado fora, e ser pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte"
Recursos que Temos para Reconstrução da Família
1) Orientação precisa da Palavra de Deus
Somos muito afortunados! Deus, pela sua Palavra, nos dá instrução sobre todos os aspectos da vida familiar. Seus ensinamentos são claros, sinceros, precisos e perfeitos (Sl 19:7-9). São para todas as famílias em todas as épocas.
2) O poder transformador do Espírito Santo
Mediante o Espírito Santo, temos em nós a força do Senhor para mudar, melhorar e superar-nos até chegarmos a ser famílias saudáveis e santas para a glória de Deus. O fruto do Espírito Santo (Gl5:22-23), manifestado em nós, faz aflorar todas as virtudes necessárias para que tenhamos uma harmoniosa convivência familiar. Aleluia!
3) A valiosa ajuda da comunidade cristã
Na Igreja, sempre encontraremos pastores ou irmãos mais crescidos a quem poderemos recorrer em busca de sabedoria, conselho e orientação. Além disso, haverá ali famílias bem formadas que nos servirão de valiosos exemplos e modelos, dos quais vamos aprender e aos quais devemos imitar.
Nosso compromisso de Fé
Mt 6:10 "Venha o teu Reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu"
Queremos Ter lares como Deus planejou. Queremos aprender a ser famílias que vivem a realidade do reino dos Céus aqui na Terra, debaixo do senhorio de Jesus Cristo.
Fp 1:6 "...tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até o dia de Cristo Jesus..."
Cremos de todo coração que Deus nos aperfeiçoará ate chegarmos a ser um povo de seu agrado:
Um povo formado por famílias sólidas, estáveis.
Solteiros que mantenham sua castidade.
Casais que convivam em harmonia e fidelidade.
Filhos respeitosos, esposas submissas, maridos amorosos e responsáveis.
Um povo que saiba trabalhar, estudar, progredir, casar-se, comer, criar filhos, descansar, honrar os mais velhos, divertir-se, recrear-se; que tenha casas cômodas prósperas, organizadas, harmoniosas.
Um povo de pessoas diligentes, cumpridoras de suas obrigações, laboriosas, generosas, que saibam servir.
Um povo harmonioso, formado por famílias saudáveis e felizes onde haja amor paz e ordem.
Para que Existe a Família
Antes de estudar os diferentes aspectos da vida familiar, parece fundamental focalizar o Propósito Eterno de Deus para ela, já que isto dará sentido e razão a todos os temas seguintes.
Para que existe a nossa família?
Para que nos casamos?
Temos objetivos claros?
Temos um propósito definido?
Qual deveria ser o propósito para a família cristã?
Somente alguns fazem estas perguntas a si mesmos com seriedade. A maioria das pessoas vive em família sem considerar o tema com profundidade.
1) Carência de propósito
Muitos simplesmente não determinam nenhum objetivo. Casam-se, trabalham, se esforçam, adquirem coisas, tem filhos, mas não sabem para que.
Se perguntarmos à maioria dos noivos, próximos ao casamento "para que estão se casando?", certamente não dariam uma resposta correta e clara. Planejam muitíssimos detalhes do casamento : o vestido, a festa, a viagem, os móveis, a lista de convidados, etc. mas provavelmente jamais formularam esta pergunta fundamental: "Para que vamos nos casar?"
É esta falta de propósito que leva a maioria dos pais a crer que são bons pais se apenas dão para seus filhos a comida, roupa, habitação, atenção médica, educação escolar, recreação, etc. Não percebem que embora tudo isso seja importante, não é o essencial.
2) Objetivos equivocados
A falta de propósito definido para a família faz com que corramos atrás de objetivos errados e façamos dos meios um fim, ou do secundário o primordial.
3) Objetivos materiais
O progresso material tem se tornado o objetivo principal de muitas famílias. A grande meta é o "conforto". Perdem a vida desejando e trabalhando para alcançar o desejado; logo depois, continuam trabalhando para manter o que conseguiram. Seu pensamento sempre está atrás de uma nova aquisição, sacrificam e põem a família de lado para conseguir o que desejam.
Lc 12:15 "E disse ao povo: Acautelai-vos e guardai-vos de toda espécie de cobiça; porque a vida do homem não consiste na abundância das coisas que possui."
Gratificação pessoal e egoísta
Há alguns que se casam pensando apenas em si mesmos. Seu objetivo é apenas receber e não dar, não é servir é ser servido. Seja na área material, sexual, nas responsabilidades familiares. Seu fracasso é certo.
Adoração da própria família
Alguns fazem da família um fim em si mesmo. A felicidade pessoal e a convivência se tornam a meta mais alta da vida familiar. Mesmo que não se dêem conta disso, consideram a Deus como um excelente meio de conseguir seu bem estar. Tais famílias vivem muito preocupadas e atarefadas por sua própria fama e renome. Dedicam-se por inteiro a obter sua própria comodidade e prazer.
Obtenção de benefícios legítimos da vida familiar
Este é o principal objetivo que leva a maioria das pessoas a se casar , mesmo que não se apercebam disso conscientemente. Evidentemente, há benefícios legítimos que o próprio Deus tem outorgado ao casamento: alegria de viver em companhia, o poder dar e receber afeto, a felicidade e deleite que proporcionam as relações sexuais, o fato de estar arraigado e pertencer a um núcleo familiar, a cobertura e proteção que se alcança, a benção de ter filhos, etc.
Perguntamos então: "Está certo fazer destes benefícios o propósito para a família?"
A resposta é NÃO. No desenvolvimento do tema ficará clara a razão deste não.
Considerações Básicas
Rm 11:36"Porque dele, e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém."
1) Deus é o Criador da Família
Deus criou todas as coisas. Fez o homem e a mulher e os uniu mo casamento. Ele instituiu o casamento para todas as gerações. É Ele quem dá os filhos. Ele é o autor e criador da família.
2) Deus é o Dono da Família
Toda criação pertence a Deus. Portanto, a família também lhe pertence. Assim podemos afirmar que não é "nossa" família, mas "Sua" família; não são "nossos" filhos, mas "Seus" filhos.
Sl 24:1 "Do Senhor é a terra e a sua plenitude; o mundo e aqueles que nele habitam."
3) Deus determinou um Propósito para a Família
Deus fez todas as coisas com uma finalidade preestabelecida. Isto significa que também a família tem uma intenção determinada. De antemão, Deus lhe designou um propósito e uma meta.
Ef 1:11 "Nele, digo, no qual também fomos feitos herança, havendo sido predestinados conforme o propósito daquele que faz todas as coisas segundo o conselho da sua vontade"
4) A Família existe para Deus
Tudo foi criado para Deus. Dessa forma a família existe para Ele, e não para o nosso próprio benefício. A felicidade e o bem-estar do homem são derivados, são acessórios, nunca o propósito central. O fim supremo da família é a glória de Deus.
O Propósito de Deus para a Família
Porque Deus instituiu o casamento? Para que Deu uma esposa a Adão? Porque os fez uma só carne?
Deus tem um propósito eterno:
» Desde antes da fundação do mundo Ele determinou ter uma grande família de muitos filhos semelhantes a Seu filho Jesus.
Rm 8:29 "Porque os que dantes conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos"
Ef 1:4-5 "como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis diante dele em amor; e nos predestinou para sermos filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade"
» A família existe em função do propósito eterno de Deus, para cooperar com a sua realização. Deus quer ser pai de uma grande família.
Malaquias mostra o propósito de Deus ao fazer do homem e da mulher "uma só carne", quando diz:
Ml 2:15 "E não fez ele somente um, ainda que lhe sobejava espírito? E por que somente um? Não é que buscava descendência piedosa? Portanto guardai-vos em vosso espírito, e que ninguém seja infiel para com a mulher da sua mocidade."
Não foi Adão quem quis ter uma família, mas Deus. Deus deu ao homem a capacidade de se multiplicar e ter filhos. E essa descendência provê a Deus muitos homens e mulheres aos quais pode adotar como Seus filhos por meio de Jesus Cristo.
Gn 2:18 "Disse mais o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea."
Deus não deu ao homem uma simples companheira, mas uma auxiliadora idônea, para que neles e através deles pudesse realizar seu plano.
A família foi criada e existe para cooperar com o propósito eterno de Deus de Ter uma família de muitos filhos semelhantes a Jesus Cristo. Dietrich Bonhorffer escreveu, de dentro de uma prisão nazista, a uma sobrinha que estava para se casar:
"O casamento é mais do que simplesmente vosso amor de um para com o outro. Tem uma dignidade e poder mais elevados, pois é o santo mandamento de Deus, por meio do qual Ele deseja perpetuar ao raça humana até o fim dos tempos. O vosso amor, diz respeito apenas a vós nesse mundo, mas no casamento, sois um degrau na escada das gerações, através da qual Deus faz vir e passar sua glória, e chama a seu reino. Em vosso amor, vedes o céu de vossa felicidade, mas em vosso matrimônio estais colocados em um posto de responsabilidade em relação ao mundo e a humanidade. Vosso amor é a vossa posição particular, mas o casamento é algo mais que o pessoal; é um estado, um ofício."
Como a Família coopera com o Propósito de Deus
1) Na procriação e criação dos filhos para Deus
É emocionante pensar que podemos ter filhos aos quais Deus deseja adotar como seus filhos. Como muda nossa atitude em relação as tarefas e responsabilidades familiares quando compreendemos isso.
Ter filhos ( sejam próprios ou adotivos ), criá-los, cozinhar, lavar , passar, trabalhar para o sustento diário, instruí-los, educá-los: tudo isso fazemos para Deus! Somos seus colaboradores. Estamos criando "Seus filhos".
Com este propósito todo o trabalho e esforço para a família se transforma em um serviço para Deus. A mesa de refeição ou a pia da cozinha são altares onde servimos a Deus. E se cumpre a visão de Zacarias.
Zc 14:20-21 "Naquele dia se gravará sobre as campainhas dos cavalos. SANTO AO SENHOR; e as panelas na casa do Senhor serão como as bacias diante do altar. E todas as panelas em Jerusalém e Judá serão consagradas ao Senhor dos exércitos; e todos os que sacrificarem virão, e delas tomarão, e nelas cozerão. Naquele dia não haverá mais cananeu na casa do Senhor dos exércitos."
É importante que os pais não só assumam a responsabilidade de criar filhos, mas de encaminhá-los ao Senhor. É necessário:
Orar por eles e com eles
Educá-los com o exemplo
Dedicar tempo a eles
Ensinar-lhes a Palavra de Deus
Levá-los a experimentar Deus de modo que se tornem Seus verdadeiros filhos
O casal que vai ao casamento com o objetivo de obter os benefícios do matrimônio, dificilmente chegará a ser feliz. Descobrirá que na vida em família não se encontram apenas benefícios, mas também trabalho, responsabilidades, dificuldades, lutas e sofrimentos.
Ao contrario, o casamento que vive para cumprir o propósito de Deus, tem uma atitude positiva. Não se amargura diante das tragédias, da luta e do sofrimento; ao invés disso, é feliz, sabendo que toda a vida é um serviço para Deus.
Essa família desfruta de benefícios legítimos? É claro que sim, é muito importante saber que Deus não forma uma família para si mesmo as custas da nossa felicidade. Deus quer que sejamos felizes e desfrutemos plenamente os benefícios que a vida em família nos oferece. Mas esses benefícios são secundários, são os "acessórios". O importante é seu propósito eterno.
E os casais que não podem ter filhos?
Todos os casais podem ter filhos, seja por gerá-los ou adotá-los. Há tantas crianças que precisam de pais!
E os que não se casam?
Podem se dedicar a outros aspectos do serviço na obra do Senhor. Jesus não se casou. Paulo não teve família. Mas os dois viveram totalmente entregues a cumprir o propósito de Deus.
2) Na formação e desenvolvimento do ser humano
A convivência familiar proporciona as circunstâncias ideais para nos conhecermos e aperfeiçoarmos. O lar é o lugar onde nossos defeitos ficam mais evidentes. O homem e a mulher chegam a se conhecer e descobrir a si mesmos no ambiente familiar.
É na convivência familiar que se forma o nosso caráter e também onde mais precisamos praticar as virtudes cristãs: amor, humildade, paciência, bondade mansidão, etc. Ali aprendemos a responsabilidade, a diligência, a submissão, a delicadeza, o serviço, a ordem, o respeito, a tolerância. Vivendo em família aprendemos a perdoar, suportar, confessar, negar a nós mesmos, exercer autoridade em amor, corrigir com bondade, sacrificar-nos pelos outros, orar, confiar em Deus, administrar, compartilhar.
O lar é a escola de formação, tanto para os pais quanto para os filhos. Deus usa a convivência familiar mais do que qualquer coisa para transformar nosso caráter, já que deseja nos conformar na imagem de Seu Filho, de acordo com seu propósito eterno. (Rm8:29)
3) Sendo uma base de crescimento e edificação da Igreja
Uma família abençoa as outras famílias. Deus quer usar nossos lares como base para extensão de Seu reino sobre a Terra. Não apenas cooperamos com Deus na criação de filhos e na formação das vidas, mas também para abrir nossos lares aos perdidos para que encontrem salvação e ensino da Palavra do Senhor.
O Valor da Família
1) A família no fundamento da estrutura social
Através da família, a sociedade se estrutura de maneira harmoniosa, coerente, dinâmica e natural. O que seria da sociedade se não existisse a família? Deus não poderia Ter "inventado" nada melhor que a família para conseguir integração, desenvolvimento e bom funcionamento da sociedade humana.
2) A família gera identidade, alicerce, proteção e cobertura
Estas são necessidades importantes de toda pessoa.
Sl 68:5-6 "Pai de órfãos e juiz de viúvas é Deus na sua santa morada. Deus faz que o solitário viva em família; liberta os presos e os faz prosperar; mas os rebeldes habitam em terra árida."
3) A família é o lugar onde se expressa e se desenvolve a plenitude da capacidade afetiva, psicológica, física e espiritual do homem e da mulher.
Sl 128 "Bem-aventurado todo aquele que teme ao Senhor e anda nos seus caminhos. Pois comerás do trabalho das tuas mãos; feliz serás, e te irá bem. A tua mulher será como a videira frutífera, no interior da tua casa; os teus filhos como plantas de oliveira, ao redor da tua mesa. Eis que assim será abençoado o homem que teme ao Senhor. De Sião o Senhor te abençoará; verás a prosperidade de Jerusalém por todos os dias da tua vida, e verás os filhos de teus filhos. A paz seja sobre Israel."
Conclusão
Como família cristã, a compreensão destas verdades deve nos fazer refletir sobre nossos objetivos, nos levar a fazer as correções necessárias e a consagrar-nos ao propósito de Deus.
Oração
"Obrigado, Senhor, por entender melhor a tua vontade. O nosso casamento é Teu. Declaramos que nossa família existe para Ti. Talvez, quando casamos, pensávamos só em nós mesmos, mas hoje, ao compreender Teu propósito, pedimos perdão e corrigimos nosso rumo. Proclamamos que existimos como família para cumprir teu propósito eterno. Como família nos consagramos a Tua vontade. Amém."
Para pensar e conversar:
1. O que acontece com a família que vive sem um propósito claro, ou com objetivos errados? O que se pode fazer para corrigir este erro?
2. Resumir em uma breve declaração de fé os quatro pontos mencionados no item "Considerações Básicas".
3. Analisar os textos bíblicos de Rm 8:29 e Ef 1:4-5. Quantas coisas são reveladas ali sobre a família de Deus?
4. Por que Deus deseja adotar como Seus próprios filhos, os filhos que criamos em nossa família? Por que precisamos desejar isso?
5. Elaborar uma breve definição do valor da família, baseado nos pontos apresentados no item "O valor da Família"

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segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Angeologia

ANGELOLOGIA

A DOUTRINA DOS ANJOS

INTRODUÇÃO

A doutrina dos anjos, é fundamentalmente o estudo dos ministros da providência de Deus ( são os agentes especiais de Deus ). Como em toda doutrina, há uma negligência muito grande desta, nas igrejas e entre os Teólogos, que chega a ser verdadeira rejeição. Considerado pelos estudiosos contemporâneos como a mais notável e difícil das matérias. Marco da implantação de grandes seitas e heresias, do mundo atual.

.VEJAMOS TRÊS ASPECTOS DE NEGLIGÊNCIA DESTA DOUTRINA:

Primeiro. Desde a antigüidade, os gnósticos prestavam adoração aos anjos (Cl 2:18); depois então, na Idade Média, com as crenças absurdas dos rituais de bruxarias com culto aos anjos, e agora em nossos dias, os estudos cabalísticos personalizados no meio esotérico e místico, ensinam novamente o culto aos anjos, por meio de bruxos sofisticados e modernos. Sabendo que antes de tudo, a existência e ministério dos anjos são fartamente ensinados nas escrituras, por isso, não podemos negligenciar os ensinamentos sagrados.

Segundo. A evidência de possessão demoníaca e adoração a demônios de forma veemente em nossos dias. O apóstolo Paulo parece travar grande luta com a grande idolatria que considerava adoração a demônios ( I Co.10:19-21 ). Nos últimos dias, esta adoração aos demônios e a ídolos deve aumentar bastante (Apc.9:20-21G.Trib.). A negligência deixa de existir para dar lugar à um crescente pensamento sobre o assunto, especialmente do lado do mal. Não podemos negligenciar tal doutrina.

Terceiro. A prática acentuada do espiritismo que crescerá assustadoramente nos últimos dias, conduzindo homens, mulheres e crianças a profundos caminhos de trevas e cegueira espiritual ( I Tm.4:1-2). E ainda a obra de satanás e dos espíritos maléficos, atrapalhando o progresso da graça em nossos próprios corações e a obra de Deus no mundo ( Ef. 6:12 ).

Deveríamos querer saber mais e mais dos ensinamentos sagrados para podermos estar firmes contra as astutas ciladas deste inimigo derrotado, Satanás, o anjo caído. ( Rm.16:20; Ap.12:7-9; 20:1-10).

Dividiremos o assunto de Angelologia em dois capítulos:

1Cap.– A ORIGEM, A NATUREZA E A QUEDA DOS ANJOS.

2oCap.- A CLASSIFICAÇÃO, E O DESTINO DOS ANJOS.

1Capítulo

A ORIGEM, A NATUREZA E A QUEDA DOS ANJOS.

5.1. - A ORIGEM DOS ANJOS.

Os anjos não existem desde a eternidade, eles foram criados por Deus no momento de sua criação ( Ne.9:6 - Sl.148:2; Cl.1:16 ). A bíblia não indica com precisão em que parte foram criados, mas podemos entender que isso deve Ter acontecido imediatamente após Ter criado os céus e antes de Ter criado a terra, segundo podemos ver em Jó 38:4-7 – Gn.1:1; 2:1. Não podemos também definir número, mas sabemos que um "exercito" compreende grande quantidade, uma 1"legião" compreende um número grandioso ( Dn.7:10; Mt.26:53; Hb.12:22 ). Deus certamente criou todos de uma só vez, pois os anjos não tem capacidade de propagar-se como o homem ( Mt.22:30 ).

A palavra original correspondente no grego é ( a g g e l o z = angelos ), é usado tanto para mensageiros humanos ( I Rs.19:2; Lc.7:24 e 9:52 ), quanto divinos.

5.1. a - EXPRESSÕES USADAS PARA SE REFERIR AOS ANJOS:


2Filhos de Elohim{Deus}( Jó.1:6 e 2:1; Sl.29:1; 89:6).


Santos ( Sl.89:5-7 ).


Vigias ( Dn.4:13, 17, 23 ).


3Espíritos ( Hb.1:14 ).


Principados, poderes, tronos, dominações e autoridades ( Cl.1:16; Rm.:38; I Co.15:24; Ef.6:12; Cl.2:15 ).


Arcanjos ( I Ts.4:16 e Jd.9 ).


5.1. b - COLETIVOS USADOS PARA OS ANJOS:


Congregação/ assembleia ( Sl.89:6,7)


Hostes/ Senhor das hostes ( Lc.2:13; Ef.6:12; Hb.12:22 )


5.1. c- TESTEMUNHOS À ORIGEM E EXISTENCIA DOS ANJOS:


Cristo comprovou a existência dos anjos ( Jo.1:51 ).


O Apóstolo Paulo também testemunhou ( Gl.1:8 ).


O próprio Satanás falou dos anjos ( Mat.4:6 ).


O Apóstolo João falou mais de 60 vezes no livro de Apc. ( Apc.1:1 ).


Anjos, então, foram comprovados pelos escritores da Bíblia e pelo próprio Jesus Cristo, como sendo reais. Apesar de toda confusão de todos os tempos, não podemos negligenciar esta grande doutrina – Angelologia.

1 "LEGIÃO OU TROPA" – ENTRE OS ROMANOS CONSTAVA APROXIMADAMENTE 6000 HOMENS.

2 "FILHOS DE DEUS" -ENFATIZA SUA CRIAÇÃO POR DEUS ( CL.1:16 ).

3 "ESPÍRITOS" - ENFATIZA SUA NATUREZA INCORPÓREA.

5.1.1.- O PROPÓSITO DE SUA ORIGEM:


Os anjos foram criados para darem glória , honra e ações de graça a Deus.


Os anjos foram criados para adorarem a Cristo ( Hb.1:6 )


Foram criados para cumprirem os propósitos de Deus:


O ARCANJO: - Proteção de Israel ( Dn.12:1 ).


-Luta contra Satanás ( Judas 9; Apc.12:7 ).


-Anuncia a Vinda de Cristo ( I Tess.4:16 ).


·          


OS QUERUBINS guardam o trono de Deus ( Ez.10:1-4 )4.


OS SERAFINS se preocupam com a adoração a Deus perante o Seu Santo Trono ( Is.6:2-7 )


AS DIFERENTES ORDENS de anjos, assistem a Deus em sua obra Soberana ( Col.1:16 e 2:10; Ef.1:21 e 3:10 )5.


 

 

5.2. - A NATUREZA DOS ANJOS.

 

5.2.a.- NÃO SÃO SERES HUMANOS GLORIFICADOS6 (Hb.12:22,23):


SÃO SERES ESPIRITUAIS –Incorpóreos ( Hb.1:14 ). Não tem corpo físico, mas podem assumir forma corpórea ( Gn.18:19 ). (Sl.104:4; Hb 1:7; Ef.6:2; Mt.8:16; 12:45; Lc.7:21; Apc.16:14 ).


SÃO IMORTAIS –Os anjos não estão sujeitos à dissolução: nunca morrem. A imortalidade dos anjos se deriva de Deus e depende de Sua vontade. Os anjos são isentos da morte, porque assim Deus os fez. ( Lc.20:35,36 ).


** NÃO SE REPRODUZEM CONFORME SUA ESPÉCIE –As escrituras em parte alguma ensina que os anjos são seres assexuados. Inferências encontramos referindo-se aos anjos, com o uso de pronomes do gênero masculino ( Dn.8:16,17; Lc.1:12,29,30; Apc.12:7; 20:1; 22:8,9 ). Mas, não obstante, o casamento, a reprodução, não é da ordem ou do plano de Deus.


SÃO PODEROSOS –Dotados de poder sobre-humano ( Sl.103:20; II Pd.2:11 ). São uma classe de seres criados superiores aos homens ( Sl.8:5; Hb.2:10 ). Contudo, esse poder tem seus limites estabelecidos, não são Onipotentes ( II Ts.1:7; II Sm.24:16,17 ). Veja demonstração de poder dos anjos – ( At.5:19; 12:7,23; Mt.28:2 ).


Obs: Quão capazes, portanto, são os anjos bons para ministrar ao homem; e quão desesperadora pode ser a oposição dos principados, os dominadores deste mundo tenebroso! Confiemos, portanto, na força do poder do Senhor e de seus ministros, Amém!


SÃO SERES VELOZES –Mt.26:53 ) O pensamento que deve ser destacado, é que os anjos, cuja residência, supostamente era nos céus, podiam instantaneamente aparecer em defesa de seu Senhor. Como essas legiões de anjos poderiam passar, com tal rapidez, do céu até o triste Getsêmani, ultrapassa nosso entendimento. Sabemos apenas que a possibilidade do fenômeno indica uma atividade e rapidez verdadeiramente maravilhosa.


SÃO SERES PESSOAIS.


·          


Inteligência – Dn.10:14


Emoções – Jó 38:7


Vontade – Is.14:13,14


Não são Oniscientes – Mt.24:36


Não são Onipresentes – Dn.9:21-23


Não são Onipotentes – Dn.10:13


SÃO PERFEITOS E SEM FALHA – Gn.1:31 )


·          


Parte dos anjos tornaram-se rebeldes e caídos – Jd.6; II Pd.2:4 )


O restante permaneceu obediente – ( Mt.25:31; Sl.99:7)


SÃO SERES GLORIOSOS – Lc.9:26 )


·          


Os anjos são dotados de dignidade e glória sobre-humanos.


 

** Trechos Principais para considerar: Gn.6:1-4; I Pd.3:18-20; II Pd.2:4 e Judas 6.

Os anjos são chamados "Filhos de Deus" no Velho Testamento nas referências de Jó 1:6; 2:1; 38:7 e também em Gn.6:2,4. Deve ser observado, porém, que, apesar de serem assim chamados, os homens também o foram ( Lc.3:38; Jo.1:12; I Jo.5:1-2 ). A palavra original é "Benai-Elohim"= Filhos de Deus. Por causa do texto de Gn.6:2,4, há polêmica sobre quem foram "OS FILHOS DE DEUS"??

Que os filhos de Deus se refere aos anjos, neste texto de Gn.6, é a posição tomada por Josefo, Filo Judeus e os autores do Livro de Enoque e do Testamento dos Doze Patriarcaseraa posição geralmente aceita pelos judeus eruditos dos primeiros séculos da era cristã. A impressão que geraram "gigantes" foi da Septuaginta (LXX), que também traduziu todos os manuscritos, substituindo "Filhos de Deus" por "anjos de Deus" em Gn.6; Jó 1:6 e 2:1, e por "meus anjos" em Jó 38:7.

OBS:

Gn.6:4- "...Estes eram os valentes que houve na antigüidade, os homens de fama". Filhos do relacionamento entre "os filhos de Deus" com as "filhas dos homens". Esta é a definição original dos textos da palavra de Deus e não "NEFILINS", que encontramos em alguns textos traduzido e não confiáveis, conforme The Theological Workbook of the Old Testament, por Harris, Archer e Waltke. Estes homens gerados eram perversos e dominaram a terra, razão pela qual, Deus viu que havia grande maldade sobre a terra vs 5 e 6.

Argumentos

Teoria de que os "filhos de Deus" eram anjos:


As referências de Jó 1:6; 2:1; 38:7.


A relação anormal, produziu gigantes impiedosos.


Anjos podem aparecer como homens Gn.19:1,5; ou em homens, Mc.1:23-26/ Mc.5:13 ( O Dr. Henry Morris diz: Os filhos de Deus e as filhas dos homens são homens e mulheres, mas foram possessos por demônios.


Em Mt.22:30, o Senhor estava apenas explicando que os anjos não se reproduzem como os humanos. Não há prova que os anjos não tem sexo. Nos originais, a palavra anjos, sempre é no gênero masculino. Alguém explico que os anjos não se reproduz porque não existe "anjas".


As referências associadas com judas 6; I Pd.3:18-20; II Pd.2:4-6.


Esta teoria foi assegurada por historiadores como Josefo e Plínio.


Os livros apócrifos ( 3 deles ), assegura esta posição.


É considerado que houve duas quedas dos anjos, uma quando Satanás liderou a rebelião, antes da queda do homem e outra em Gn.6.(Teor. Defendida por Clarence Larkin)


Teoria de que os "filhos de Deus" não eram os anjos e sim os descendentes de Sete.


Se anjos de fato se relacionam sexualmente com mulheres, este é um prodígio espetacular da história que viola as normas da natureza, e não há nada na bíblia que diga que anjos tem poderes sexuais.


Em Gn.6, encontramos em seu contexto a seqüência do termo "homem", vs 1,2,3.


A distinção entre os "filhos de Deus" e Satanás nos textos de Jó 1:6; 2:1 de modo que, claramente entendemos que o título "filhos de Deus" não se refere aos anjos caídos.


Se esta relação entre anjos e mulheres gerou os "Nefilins-gigantes", como se explica a presença destes, antes deste ato, e depois do dilúvio em Nm.13:33.


A linguagem de Gn.6:2 é normal para expressar relação entre humanos.


Os textos do novo testamento não provam que são anjos:


I Pd.3:18-20- não diz nada sobre estes "espíritos em prisão", sendo anjos. Pelo contrário, o contexto indica homens, cap.4:6.


II Pd.2:4 e Judas 6,7- são referências de anjos, mas não provam que eram envolvidos em Gn.6.


Os livros apócrifos, provavelmente foram produzidos pelos essênios, os quais adotaram a interpretação angélica. Josefo trabalhou com este grupo.


A linguagem de Gn.6:2 é normal para expressar relação entre humanos.


 

 

 

 

4 SATANÁS antes de sua queda, ocupava um lugar especial entre os querubins ( EZ.28:14 ).

SATANAS E SUAS HOSTES CAÍDAS, estão organizadas e preparadas para grandes batalhas do mal. disto podemos concluir que existem duas forças invisíveis e poderosas --- uma dirigida por Deus e seus anjos e a outra por satanás e seus anjos, onde a vitória final, será de Deus ( APC.20:7-10; MT.25:41 )

6 HÁ UM CANTICO QUE DIZ: "EU QUERO SER UM ANJO E COM OS ANJOS FICAR"- Contrário à Bíblia. Não podemos dizer que, ser como anjos é ser anjo, também é ensinado, que crianças quando morrem, viram anjos ( Lc.20:35,36)

5.3. - A QUEDA DOS ANJOS.

Dividiremos esta seção em quatro pensamentos:

5.3.a – O FATO DE SUA QUEDA.

5.3.b – A ÉPOCA DE SUA QUEDA.

5.3.c – A CAUSA DE SUA QUEDA

5.3.d – O RESULTADO DE SUA QUEDA.

5.3.a.- O FATO DE SUA QUEDA

A origem do mal.

Com exceção de alguns filósofos e cientistas, que chamam de "erro da mente mortal", todos os homens reconhecem o fato severo e solene do mal no universo. Verdadeiramente, sua presença no mundo é um dos problemas mais desconcertantes para a filosofia e para a teologia. Acreditamos que os anjos foram criados ( originados ) em estado de perfeição. No relato bíblico da criação, em Gn.1, lemos seis vezes que o que Deus fizera era bom, vs.4, 10, 12, 17, 21, 25, e no vs.31 encontramos as palavras: "Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom". Isso certamente inclui a perfeição dos anjos em santidade, até esse momento.

Não há dúvidas, portanto, que os anjos foram criados perfeitos (Ez.28:15) e parte destes deixaram seu próprio principado e habitação original perfeita (Judas 6, II Pd.2:4), para criar raízes do mal (Sl.78:49; Mt.25:41; Ap.9:11 e 12:7-9).Não podemos Ter dúvidas que Satanás foi o "chefe" desta rebelião ( Is.14:12; Ez.28:15-17).

5.3.b.- A ÉPOCA DE SUA QUEDA

_ Acreditamos que se deu após toda a criação perfeita de Deus –Gn.1:31- 2:3.

> Veja nota no item------- 5.1. - A ORIGEM DOS ANJOS. pg. 2 .

5.3.c.- A CAUSA DE SUA QUEDA

 

Este é um dos profundos mistérios da Teologia. Mostramos que os anjos foram criados perfeitos, como pode tais seres pecarem?

É aqui que podemos ver a perfeição de toda a criação, os Teólogos Latinos são autores de uma frase que diz: "Posse pecare et posse non pecare". Isso traduz a capacidade de pecar e a de não pecar. É a posição de poder fazer qualquer uma das duas coisas sem ser constrangido a fazer uma ou outra coisa. Em outras palavras, havia liberdade de escolha.

Deus não coagiu nenhuma de suas criaturas, nem mesmo os anjos. Se indagarmos que motivo pode Ter estado por trás dessa rebelião, podemos obter algumas respostas nas Sagradas Escrituras.


GRANDE PROSPERIDADE E BELEZA (Rei de Tiro-Tipo de Satanás-Ez.28:11-19; I Tm.3:6).


AMBIÇÃO DESMEDIDA E A CONCUPISCENCIA DE SER MAIS QUE DEUS (Rei da Babilônia-Tipo da Satanás-Is.14:13,14).


 

5.3.c.1Veja os passos que levaram à queda.


SUBIREI AO CÉU – vs.13 – Satanás queria a posição ao lado de Deus no céu, lugar este reservado a Cristo - Ef.1:20.


EXALTAREI MEU TRONO – vs.13 – Satanás queria seu trono sobre todo principado, potestade e domínio, lugar este prometido a Cristo – Ef.1:21.


ME ASSENTAREI NO MONTE DA CONGREGAÇÃO - vs.13 – Satanás queria reinar sobre o povo de Deus, privilégio este dado ao Messias prometido - Is.9:6-7.


SUBIREI ACIMA DAS MAIS ALTAS NUVENS – vs.14 – Satanás queria a Glória que só Deus tem, e esta pertence a Cristo – Jo.17:5.


SEREI SEMELHANTE AO ALTÍSSIMO – vs.14 – Satanás queria o poder e a autoridade do altíssimo, e esta pertence somente a Cristo – Jo.8:58.


5.3.d.- O RESULTADO DE SUA QUEDA


Perderam sua santidade original e se tornaram corruptos em natureza e conduta ( Mt.10:1; Ef.6:11,12; Ap.12:9 ).


Alguns deles foram lançados no "inferno-Tártaro", e acorrentados até o dia do julgamento (II Pd.2:4).


Alguns estão em liberdade e trabalham em definida oposição à obra dos anjos bons (Ap.12:7-9; Dn.10:12,13,20,21; Judas 9).


A terra foi amaldiçoada por causa do pecado de Adão (Gn.3:17-19) e a criação está gemendo por causa da queda ( Rm.8:19-22), tanto de Adão como dos anjos caídos.


Um dia serão lançados sobre a terra (Ap.12:8,9) e, após seu julgamento serão lançados no "Lago de Fogo" ( I Co.6:3; Mt.25:41; II Pd.2:4; judas 6).


2Capítulo

A CLASSIFICAÇÃO, E O DESTINO DOS ANJOS.

5.4 - A CLASSIFICAÇÃO DOS ANJOS.

CLASSIFICAM-SE OS ANJOS EM DUAS GRANDES CLASSES:


Anjos Bons. – Descritos como seres Alados(voadores-Dn.9:21; Ap.14:6), PARA NOS FAVORECER ( Sl.91:11; Hb.1:14; Dn.6:22).


Guiam e guardam os crentes – ( Sl.91:11; Hb.1:14 ).


Ministram ao povo de Deus – ( Hb.1:14; Mt.4:11; Lc.2243 ).


Defendem e livram os servos de Deus – ( Gn.19:11; At.5:19-20 ).


Guardam os eleitos falecidos – ( Lc.16:22; Lc.24:22-24; Jd.9 ).


Cooperam na separação entre justos e ímpios – ( Mt.13:49; Mt.25:31-32 ).


Cooperaram no castigo imposto aos ímpios – ( II Ts.1:7-8 ).


1.1. Classificação em ordem > Veja item 5.1.1.-O Propósito de sua origem – Pg.3

 


Anjos maus. ( Aprisionados/ Libertos/ Demônios e Satanás ) – PROPÓSITO DE OPOR-SE E DESTRUIR A OBRA DE DEUS E SEUS SANTOS.


2.      ( Zc.3:1; II Co.12:7; Ff.6:11,12; II Co.11:14, 4:4; I Pd.5:8 ).


– Anjos aprisionados– Consiste de estarem confinados em abismos de trevas e estarem presos por algemas eternas, reservados para o juízo do grande dia. ( II Pd.2:4 e Jd.6 ).


- Anjos Libertos – Estão incluídos em todo "principado, potestade, poder e domínio. São normalmente mencionados em conexão com Satanás, seu líder ( Ef.1:21, 6:12; Cl.2:15; Mt.24:41; Ap.12:7-9, 9:14; I Co. 6:3 )


 Demônios – Aparece três vezes no V.T.( Dt.32:17; Sl.106:37 e Lv.17:7 ).


Não são almas dos homens maus.


Não são os espíritos desincorporados de uma raça pré-Adâmica


-----( Sl.9:17; Lc.16:26-31; Ap.1:18; Ap.12:7-9 )-----


 


– Satanás – Este ser sobre-humano é mencionado expressamente no velho testamento ( Gn.3:1-15; Jó 1:6-12, 2:1-7; Zc.3:1,2 ). Já no N.T., é mencionado freqüentemente ( Mt.4:1-11; Lc.18:18,19; Jo.13:2,27; I Pd.5:8; Ap. caps.12,12:1-4, 20:1-3, 7-10 ).


COLEÇÃO DE NOMES: EX: Diabo ( Ap.20:2 )/ Abadom / Apolion / Belzebu / Belial / Malígno / Adversário / Serpente / Acusador / Enganador / mal / Homicida / deus deste século / Potestade do ar / Pai da mentira / Sedutor / Caluniador / Tentador .

 

5.5– O DESTINO DOS ANJOS.

Anjos Bons – Continuarão servindo a Deus por toda a Eternidade ( Ap.21:1, 2, 12 ).

Anjos Maus – Temos informação definitiva de que terão sua parte no LAGO DE FOGO (Gehenna-Mt.25:41 ). Quando Cristo voltar, os crentes terão parte no julgamento, ou condenação dos anjos maus ( I Co.6:3 ).

O destino de Satanás – Será lançado no abismo (Tartaroo-Ap.20:1-3 ), onde ficará confinado e acorrentado por 1.000 anos. Então será solto por "pouco tempo", durante o qual tentará frustrar os propósitos de Deus aqui na terra ( Ap.20:7-8 ). E daí, por fim, ele e seus anjos serão lançados no Lago de Fogo ( Mt.5:41; Ap.20:10 e 14 ), seu destino final, onde serão atormentados para todo o sempre.

Definições para : INFERNO- Lugar destinado ao suplício das almas dos perdidos.

Há quatro definições para esta palavra.

1 – SHEOL – hb., V.T., o mundo dos mortos.( Dt.32:22; II Sm.22:6; Sl.18:5 )

2 – HADES – gr., corresponde a Sheol, lugar das almas que partiram deste mundo. ( Mt.11:23, 16:18; Lc.16:23; At.2:27 )

3 - GEHENNA – gr., vale de Hinom, um vale de Jerusalém, onde se fazia sacrifícios humanos. Termo usado para designar um lugar de suplício eterno. ( Mt.5:22, 29-30, 10:28, 18:9, 23:15, 33; Lc.12:5; Tg.3:6; Ap.20:10 e 14 )

4 – TARTAROO – gr., derivado de Tartaros, o mais profundo abismo do Hades.( I Pd.2:4; Ap.20:3 )

Amém, Louvado seja Deus pela nossa Salvação e livramento - Ap.21:6-7

Profeta Eliseu

O profeta Eliseu foi o auxiliar do profeta Elias , e depois foi designado como seu sucessor como profeta em Israel no século 9 a.C.  A his...